Por HELIO-K 

Há duas décadas este premiado DJ carioca vem comandando as pick-up em vários GIG´s pelo planeta. Acetuatozuca aka Halley  SEIDEL já sacudiu com seu som, mais de 300.000 pessoas, na maior pista do mundo, a IPANEMA STEREO BEACH.  Este currículo também não podia deixar de contar com o destaque e indicações em várias premiações e produções de grande sucesso.E não são poucas.

 


Nos anos 90 Seidel foi um dos fundadores do Brazilian Underground Moviment (B.U.M) influenciado pela da junção da música eletrônica aos ritmos brasileiros. Seguindo a “time-line”, em 2007,  iniciou sua trajetória pela Europa passando pela Suiça, Republica Tcheca, Polônia e Alemanha, se apresentando no Tresor, importante pista da cena eletrônica. A partir daí, seu som Tecno e suas produções tornaram-se sucesso no velho continente, tendo uma produção na nona colocação na Rússia. 

Há quatro anos, o DJ Halley Seidel está a frente do selo Putz Records, e agora fala com exclusividade à World Brasil sobre suas experiências, carreira e paixões.
World Brasil-  Na diversidade de nossa música, que aspectos influenciam em seus set e produções?
Halley Seidel: Sempre que posso executo em meus sets, produções nacionais e músicas de titulo como: Gerardo Vandre – (Pra não dizer que não falei das flores) Ramilson Maia e Mad zoo RMX e até mesmo Natema com (Apesar de você RMX) de Chico Buarque. Acho louvável essa interatividade da música brasileira, mesclada ao cultura eletrônica. Também tive o prazer participar em 2012, do disco de 100 anos do nosso ‘’I.’.R’’ Gonzagão. RMX para música Assum Preto, junto ao meu amigo Lypo que reside em Berlin. https://soundcloud.com/halleyseidel/acetatozuca-vs-curisco-poor 
World Brasil - Como produtor, como você vê a troca de músicas após o advento da internet?
Halley Seidel: Não sou a favor da pirataria, acho que isso debilitou nosso mercado. Eu prezo pelo ineditismo e dificuldade de adquirir os produtos, pois tudo quem vem fácil vai fácil. Eu tenho minhas produções e sempre recebo PROMOS de outras labels, gravadora e DJ's. Sou seleto na escolha de tracks, mas sempre dou uma força a novos trabalhos que estejam com qualidade de mixagem e masterização e fazer uma a pista balançar. Sempre que posso eu compro as música em sites específicos, isso valoriza o artista, pois tenho as minhas a venda e sei o quanto é  ruim ser pirateado e não valorizado. Ainda mas no Brasil, aonde são poucos os que tem a educação de comprar uma track, que custa centavos e Euro.
World Brasil -  Como o crescente  aparecimento de pequenos labels, como esta realidade pode se contrastar com as grandes gravadoras?
Halley Seidel:  Música e disco digital hoje em dia é cartão de visita, não se ganha grana lançando EP, single o que seja. A não ser que você tenha a projeção de um ‘’David Ghetta’’ ou de a sorte de produzir um ''HIT''. E mesmo assim corre o risco de perder grana com a pirataria. Hoje as gravadoras tem o seu quadro reduzido por conta desta situação. As independentes se viram com podem, afinal um bom marketing pode dar retorno,  mesmo que a sua track não seja um “I gotta feeling’’ da vida! Afinal produzir uma boa música é mais amor do que o fator grana, se você acertar a mão e ganhar grana, melhor ainda.

World Brasil - Atualmente,  em relação a musicalidade o que não pode faltar em uma pista?

Halley Seidel: Público que dance e vá ao delírio a cada virada de mixagem com o DJ. Não são todas as pistas, mas hoje a maioria das  pessoas estão batendo papo na pista. Lamentável…

World Brasil - Que conselhos você deixaria, para os DJ's que desejam começar a produzir?

Halley Seidel: Coerência e pesquisa, estudar é preciso… Conhecimento nunca é de (+), até para esse que voz tecla! ;)


HALLEY SEIDEL NA REDE: https://www.facebook.com/djhalleyseidel

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